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vANZOLINI, UM GRANDE GOZADOR!

 

Meu querido amigo, mais que amigo, irmão, Paulo Emílio Vanzolini, além de excelente compositor (Ronda, seu carro chefe e a música mais tocada na noite brasileira), foi um grande cientista, considerado a maior autoridade em biologia amazõnica. Aposentou-se como diretor do Museu de Biologia da USP, onde lecionou durante décadas.

Certa vez o vice-reitor Álavaro Americano ofereceu um jantar a um grupo de cientistas dos EEUU que visitavam SP e, momentos antes do começo da festa, o maîatre caiu e torceu o pé, ficando fora de combate.

Aturdido, o reitor resolveu apelar para os bons préstimos de Vanzolini, boêmio e notívago, que certamente deveria conhecer outro profissional do ramo.

Exposto o problema, Vanzolini imediatamente prometeu socorrê-lo e, meia hora depois aparecia na casa de Álvaro envergando um smoking impecável. Sem ligar para os protestos do reitor, muniu-se de um guardanapo e comandou a bateria de garçons.432_2441-sol-paulovanzolini

A certa altura, passando numa roda de gringos que discutia biologia amazônica (da qual era considerado a maior autoridade do mundo) parou e resolveu dar um pitaco, que resultou em uma tremenda aula. Vanzola era médico formado nos states e falava um inglês irrepreensível.

Um dos gringos, boquiaberto como os demais, disse que, sem desmerecer as outras profissões, estava bobo de ver como um maître sabia tanto de biologia. Vanzoli, com um ar superior, arrematou sério:
– Isto aqui no Brasil é a coisa mais corriqueira. O cozinheiro que está preparando o jantar dos senhores é formado em física nuclear!

LOBOSOLITO

Com o declínio das grandes organizações terroristas, como a al-Qaeda, cuja cúpula foi praticamente eliminada em mais de uma década de ‘guerra ao terrorismo, os recentes atentados de Boston, Londres e Paris chamaram atenção das autoridades para um novo tipo de ameaça terrorista que está preocupando as polícias internacionais: os ‘lobos solitários’.

Trata-se de extremistas que não se encontram ligados a qualquer grupo conhecido e estão na sua maioria, perfeitamente integrados na sociedade. Mas que, embora não jurem lealdade a nenhum destes grupos, eventualmente prestam serviços a eles – ultimamente orientados via Internet pela República Islâmica – num verdadeiro processo de “terceirização do terror”.

São jovens que operam normalmente sozinhos ou em grupos muito reduzidos e não têm contacto direto com organizações radicais conhecidas e vigiadas pela polícia. Radicalizam-se com os discursos de pregadores religiosos colocados no YouTube, e é também através da Internet que aprendem a fazer bombas caseiras.

Os especialistas são unânimes em afirmar que os ‘lobos solitários’ não têm capacidade para levar a cabo atrocidades de grande dimensão, mas são muito eficazes no objetivo principal de qualquer terrorista: espalhar o medo.

Pela sua natureza, os ‘lobos solitários’ são difíceis de serem localizados  pela polícia. A solução pode passar por dar mais atenção aos ‘percursos de radicalização’ que transformam jovens aparentemente normais em fanáticos religiosos.

O caso de Michael Adebolajo, um dos autores do ataque contra um militar em Woolwich, Londres, é um bom exemplo de como a polícia falhou os sinais de radicalização. Do pequeno crime, Adebolajo passou às manifestações contra a guerra no Iraque. Apareceu na TV ao lado de clérigos radicais, frequentou mesquitas suspeitas e tentou viajar para a Somália para treinar com os terroristas do al-Shabbab. Três dias antes do ataque, defendia em plena rua a necessidade de “trazer a jihad para solo britânico”. Mesmo assim, a polícia não deu grande importância aos fatos, até  que Abedolajo cometeu um crime contra um soldado à luz do dia e em plena rua.

Segundo matéria publicada recentemente pelo jornal “Correio Braziliense” o grupo radical Estado Islâmico estaria recrutando brasileiros para realização de atentados. São os ‘lobos solitários’, que agem de modo mais imprevisível e com maior liberdade do que terroristas conhecidos por listas internacionais.

De acordo com outro jornal,  O Estado de São Paulo, o Palácio do Planalto e a Casa Civil já têm relatórios da Agência de Inteligência Brasileira (Abin) que alertam para o monitoramento do problema, com preocupação diante dos preparativos para as Olimpíadas de 2016.

Um dos objetivos dos estudos sigilosos seria alertar a presidente Dilma Rouseff para o fator de risco da situação. Na última semana, representantes do Ministério da Justiça, do Gabinete de Segurança Institucional, da Abin e da Polícia Federal teriam se reunido para discutir o assunto. Segundo o jornal, policiais europeus também vieram a Brasília em fevereiro para conversar com o governo brasileiro.

ForcaHistorinha que me envia o cientista político Cyro Junqueira para ilustrar a tese de que nem sempre a história que conhecemos se passou daquele jeito. Principalmente em um certo país.

Judy Wallman é uma pesquisadora na área de genealogia nos Estados Unidos. Durante pesquisa da árvore genealógica de sua família deu de cara com uma informação interessante.

Um tio-bisavô, Remus Reid, era ladrão de cavalos e assaltante de trens.

No verso da única foto existente de Remus (em que ele aparece ao pé de uma forca) está escrito:

“Remus Reid, ladrão de cavalos,mandado para a Prisão Territorial de Montana em 1885, escapou em 1887, assaltou o trem Montana Flyer por seis vezes. Foi preso novamente, desta vez pelos agentes da Pinkerton, condenado e enforcado em 1889.”

Acontece que o ladrão Remus Reid é ancestral comum de Judy e do senador pelo estado de Nevada, Harry Reid. Então Judy enviou um email ao senador solicitando informações sobre o parente comum. Mas não mencionou que havia descoberto que o sujeito era um bandido.

A atenta assessoria do Senador respondeu desta forma:

“Remus Reid foi um famoso cowboy no Território de Montana.

Seu império de negócios cresceu a ponto de incluir a aquisição de valiosos ativos eqüestres, além de um íntimo relacionamento com a Ferrovia de Montana.

A partir de 1883 dedicou vários anos de sua vida a serviço do governo,

atividade que interrompeu para reiniciar seu relacionamento com a Ferrovia.

Em 1887 foi o principal protagonista em uma importante investigação

conduzida pela famosa Agência de Detetives Pinkerton.

Em 1889, Remus faleceu durante uma importante cerimônia cívica realizada em sua homenagem, quando a plataforma sobre a qual ele estava cedeu.”

Não é sensacional?

GORDONPAIVA
DOCUMENTOS LIBERADOS PROVAM QUE EUA SABIAM DE TORTURAS DURANTE DITADURA MILITAR

A Agência Brasil divulgou matéria dando conta que o Arquivo Nacional liberou hoje (9) para consulta, documentos que provam que os Estados Unidos sabiam de torturas e desaparecimentos de presos políticos no Brasil durante a ditadura militar instituída no Brasil a partir de 1964.

Os documentos são de fundamental importância pois mostram parte da parte podre de nossa história, ocorrida nos escuros porões da ditadura e que os militares brasileiros insistiram sempre em negar, servindo ainda de elo com fatos que antecederam à instituição da “linha dura” no Brasil, como a malfada “Operação Brother Sam”.

O conjunto de dados digitalizados foi enviado pelo governo dos Estados Unidos após a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que encerrou os trabalhos em dezembro, fazer o pedido via Freedom of Information Act, a lei de acesso à informação americana. O pedido foi reforçado pelo governo brasileiro.
O diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes da Silva, explica que foram enviadas ao Brasil três remessas de documentos, cada uma em um DVD de dados. A primeira, com 43 arquivos, chegou em junho do ano passado pelas mãos do vice-presidente norte-americano Joseph Biden e já estava disponível para consulta pelo site da CNV.

OS EEUU SABIAM DE TUDO HÁ MUITO TEMPO

Entre os documentos, há material sobre o desaparecimento de Stuart Angel Jones, filho da falecida estilista Zuzu Angel, e do ex-deputado Rubens Paiva, cujos corpos nunca foram localizados. De tortura sofrida por Frei Beto e do assassinato do dirigente comunista Carlos Marighela em São Paulo, entre outros.
O trecho de um telegrama enviado em maio de 1973 pelo Consulado Americano em São Paulo para a Secretaria de Estado em Washington relata a prática de prisões e torturas em São Paulo: “Interrogatórios de prisioneiros políticos muitas vezes são acompanhados por torturas, como pau-de-arara [em inglês the parrot’s perch], choques elétricos, fome, etc. Um candidato do MDB para o Conselho Municipal em São Paulo que foi preso depois das eleições municipais de novembro e mantido por seis semanas no centro militar de interrogatório (Oban) nos disse, depois de ser libertado, que cerca de 60 prisioneiros políticos foram mantidos no centro enquanto ele estava lá, o que é aproximadamente a capacidade do lugar.

Muitos estavam claramente envolvidos em atividades subversivas, mas outros pareciam ser apenas idealistas políticos que se opuseram ao regime. Todos foram submetidos a alguma forma de tortura. Ele próprio não foi abusado, já que é um político legítimo e homem de posses, que ele não era ‘torturável’”.
A leitura dos documentos remonta, inevitavelmente, ao movimento golpista de 1964, também desencadeado com o beneplácito dos americanos, que derrubou Jango, depois de uma campanha provovida como linha auxiliar como a “Operação Brother Sam”.

A “OPERAÇÃO BROTHER SAM”

O então embaixador Lincoln Gordon havia pedido a Washington apoio logístico aos militares brasileiros. E a Operação Brother Sam foi desencadeada pelo governo dos Estados Unidos, sob a ordem de apoiar o golpe de 1964 caso houvesse algum imprevisto ou reação por parte dos militares que apoiavam João Goulart (Jango).
Os Estados Unidos tinham forte influência em toda a América (com exceção de Cuba).

A Operação Popeye (Movimentação das tropas em Minas Gerais) estava sendo apoiada pela frota americana. A influência sobre Brasil era muito grande, as empresas de capital multinacional que aqui estavam tinham o domínio de grande parte da infraestrutura que sustentava o país, como a geração elétrica, o fornecimento de água, de gás, de combustíveis, a indústria de alimentos, de roupas e toda a base da produção nacional.

O CONGRESSO AMERICANO CONTOU TUDO

Gordon queria a intervenção rapidamente, se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, a poderosa Frota do Caribe estava entre 50 e 12 milhas náuticas ao sul do Espírito Santo, nas águas próximas à cidade deRio de Janeiro (cidade).

Documento do Congresso estadunidense comprova a ação intervencionista:O papel dos Estados Unidos nestes eventos era complexo e às vezes contraditório. Uma campanha de imprensa anti-Goulart foi realizada ao longo de 1963, e em 1964 apoiada por Johnson. O embaixador Lincoln Gordon admitiu mais tarde que a embaixada tinha dado dinheiro a candidatos anti-Goulart nas eleições municipais de 1962 e encorajado os conspiradores; que muitos agentes das Forças Armadas dos Estados Unidos e pessoal extra da agência de inteligência estavam operando no Brasil; e que havia quatro navios tanques e o porta-aviões USS Forrestal da Marinha dos Estados Unidos, numa operação de codinome Brother Sam.

As forças estavam ao largo da costa e, em caso de necessidade durante o golpe de 1964, agiriam rapidamente. Washington reconheceu o novo governo imediatamente após o golpe em 1964 e uniu-se ao coro que cantava que o golpe de estado das “forças democráticas” barrou o comunismo internacional. Em retrospecto, parece que a única mão estrangeira envolvida era a de Washington, embora os Estados Unidos não fossem o ator principal nestes eventos.

Na verdade, a linha dura do exército brasileiro, pressionou Costa e Silva a promulgar o Quinto Ato Institucional (AI-5) no dia 13 de dezembro de 1968. Este ato deu para o presidente poderes ditatoriais, o Congresso e assembleias legislativas foram dissolvidos, foi suspensa a constituição, e imposta a censura .
Esse apoio militar dos Estados Unidos para o golpe militar provou desnecessário. Quando João Goulart chegou em Porto Alegre em 2 de Abril de 1964 e foi informado de que o governo dos Estados Unidos já havia reconhecido o novo governo brasileiro. Em Porto Alegre, foi aconselhado pelo general Argemiro de Assis Brasil para se exilar no Uruguai.

UM POUCO DA MUNHA POESIA

 

 

 

imagem_mediumPOEMA DE NATAL

Chico Dias

 

Minhas mãos escrevem versos

que hoje não determino.

O tempo passa por mim

e continuo menino.

Mas loucas visões de batalhas

perturbam a visão antiga

do Menino, que entre as palhas

e entre o som da cantiga

bonita, do Pastoral,

comemorava comigo,

antigamente, o Natal.

Era um tempo de espera,

um tempo sem desamor.

A estrela de papel

que guiava o meu pastor

à cidade de Belém,

não ia nunca além

do limite da visão

de um mundo sem contratempo.

 

Como vai longe este tempo

de se botar roupas nova

e esperar pela festa

assistida por milhões.

Comemorada com doces,

com presentes, com canhões

e ver o Cristo deitado

num berço de megatons,

como palha natural

que foi feita de encomenda:

Armistício de Natal.

 

Minhas mãos escrevem versos,

que hoje não me apercebo.

Estou compondo a estrofe

de um mundo feito de medo.

Hoje armo meu presépio,

vou fazer o meu Natal.

Vou buscar promessas novas

de que o mundo não vai mal.

E folheando os jornais

recortarei minha estrela

e meu Presépio terá

pobres enfeites, entre os mais,

com notícias passageiras

de um novo ano de paz.

Mas entre o vinho que espoca

e o presente recebido,

o mundo prossegue a troca

do que deve ser vivido,

mas sem tempo de viver.

 

Na trincheira do Presépio,

mesmo assim reina a alegria.

Cristo acaba de nascer

e olha o mundo espantado.

E do meu canto, sentado,

olho calado e escuto.

A festa ainda é a mesma,

Com cantiga, vinho e fruto,

Missa do Galo rezada,

pedindo por toda gente

e por um mundo melhor.

 

O Menino olha espantado

o que se passa ao redor.

Seus olhos não tem a cor

do que acaba de nascer.

Seus movimentos de gesso

Parecem querer dizer

que ele veio em hora errada.

Mas a hora é aprazada

e o mundo não está tão mal.

Fizeram até uma trégua

para a festa do Natal.

Portanto é beber e rir.

Ano velho vai embora,

Ano Novo está pra vir

e com muita inovação.

 

Cento e oito mil soldados

que em breve seguirão,

por certo vão garantir

um novo ano de paz.

E novos dias virão

pra toda a Faixa de Gaza,

para o Irã, o Iraque,

para o Afeganistão.

 

Mas com o fim desta festa,

de outro Natal passado,

chega o sono de mansinho,

vai embora o convidado

e eu fico aqui sozinho.

Eu, o Presépio e o Menino.

Chega o sono devagar,

soa ao longe o último sino

na madrugada do mundo.

 

Boa noite, Jesus Cristo,

não espero um segundo

pelo fim desta comédia

que se chama Paz na Terra.

Amanhã é outro dia,

acabou-se o armistício,

acabou-se o feriado

o mundo volta ao princípio

e um novo Natal se encerra.

Amanhã prossegue a guerra!

DA SÉRIE “LEMBRANÇAS”

CORAHAI KAI

Um rio, uma esquina.
Não lembro do dia. Mas ficou a poesia
de Cora Coralina.

Foto de Elza Fiuza

MEUS HAI KAI

DA SÉRIE: “SOBRE OS DIAS ATUAIS”!

E VIVA O BRASIL.
MADURO, COM UM GRANDE FUTURO,
NO ANO TRÊS MIL!

HAI KAI